Aug 07, 2026 · 10 min read
Códigos HTTP e status do servidor: referência completa (1xx a 5xx)
Entenda os códigos de resposta HTTP — 1xx, 2xx, 3xx, 4xx e 5xx —, o impacto em SEO e como checar status no navegador, curl e na referência da Ontoom.

O que são códigos de resposta HTTP?
O servidor fala com o navegador usando códigos de três dígitos. Esses status HTTP dizem se a página carregou, foi redirecionada ou falhou. Você os vê ao depurar o site, checar links quebrados ou entender por que buscadores não indexam uma URL.
A IANA (Internet Assigned Numbers Authority) organiza esses códigos. Não são aleatórios: cada um pertence a uma categoria que explica o que aconteceu com a requisição. Dominá-los economiza horas de troubleshooting e evita prejuízos de SEO.
Neste guia cobrimos as categorias padronizadas, o impacto nos rankings e como consultar a lista completa na referência da Ontoom.
As cinco categorias de status HTTP
1XX — Informacional: o servidor recebeu a requisição e está processando. Em geral o usuário não vê esses códigos; são sinais temporários entre cliente e servidor.
2XX — Sucesso: a requisição foi entendida e atendida. Página carregou, formulário enviado, recurso criado. É o que você quer ver.
3XX — Redirecionamento: o conteúdo mudou de lugar e o servidor aponta a nova URL. Pode ser temporário ou permanente.
4XX — Erro do cliente: URL errada, sem permissão, página inexistente. O problema está na requisição ou no usuário.
5XX — Erro do servidor: crash, gateway, timeout, sobrecarga. O problema está na hospedagem ou na configuração.
1XX — Informacionais
100 Continue: o servidor aceitou os headers e está pronto para o corpo da requisição — evita desperdiçar banda em pedidos que seriam rejeitados.
101 Switching Protocols: troca de protocolo (ex.: HTTP → WebSocket ou HTTP/2) quando isso beneficia os dois lados.
102 Processing: ainda processando; evita timeout em operações longas.
103 Early Hints: sugere preload de CSS/JS enquanto a resposta completa é preparada, acelerando a renderização.
2XX — Sucesso
200 OK: sucesso. O significado depende do método (GET buscou, POST enviou, PUT atualizou, DELETE removeu). É o código ideal.
201 Created: recurso criado (comum após POST/PUT), muitas vezes com Location apontando para a nova URI.
202 Accepted: aceito, mas ainda não processado — típico de filas e operações assíncronas.
204 No Content: sucesso sem corpo na resposta (útil após delete ou ações que não precisam atualizar a tela).
206 Partial Content: entrega parcial com Range — base de resume de download e streaming de vídeo.
Outros 2XX úteis: 203 (proxy modificou a resposta), 205 (reset da view), 207/208 (Multi-Status WebDAV), 226 (IM Used).
3XX — Redirecionamentos
301 Moved Permanently: URL mudou de forma permanente. Buscadores transferem autoridade da página antiga para a nova — use em mudanças definitivas de URL.
302 Found: redirecionamento temporário. Em geral mantenha a URL original para o futuro; não transfira SEO como o 301.
307 Temporary Redirect e 308 Permanent Redirect: equivalentes modernos que preservam o método HTTP (POST continua POST).
304 Not Modified: use o cache — economiza banda em GET/HEAD condicionais (If-None-Match, If-Modified-Since).
303 See Other: após um POST, redireciona o cliente para outro recurso via GET (padrão Post/Redirect/Get).
4XX — Erros do cliente
400 Bad Request: sintaxe inválida, parâmetros ruins ou rota incorreta.
401 Unauthorized: falta autenticação ou credenciais inválidas. 403 Forbidden: autenticado ou não, o acesso é negado — reautenticar costuma não resolver.
404 Not Found: recurso não existe. Em sites, link quebrado; em APIs, endpoint sem o item. Afeta UX e SEO.
410 Gone: recurso removido de propósito e de forma permanente — buscadores tendem a desindexar mais rápido que no 404.
429 Too Many Requests: rate limit. Respeite Retry-After quando existir.
Outros comuns: 405 (método não permitido), 408 (timeout), 409 (conflito), 413 (payload grande), 415 (media type), 422 (validação semântica), 418 (I’m a Teapot — easter egg), 451 (razões legais).
5XX — Erros do servidor
500 Internal Server Error: erro genérico no servidor. O cliente não “conserta”; olhe logs, plugins, memória e permissões.
502 Bad Gateway: o proxy/gateway recebeu resposta inválida do upstream.
503 Service Unavailable: sobrecarga ou manutenção. Use Retry-After e volte rápido — 503 longos prejudicam crawl.
504 Gateway Timeout: o upstream não respondeu a tempo.
Outros: 501 (não implementado), 505 (versão HTTP), 507 (disco cheio), 508 (loop), 511 (captive portal / autenticação de rede).
Como verificar o status HTTP
No navegador: clique com o botão direito → Inspecionar → aba Rede (Network) → recarregue a página. Cada requisição mostra status, tamanho e tempo.
Com curl: curl -I https://exemplo.com devolve os headers, incluindo o status — rápido e fácil de automatizar.
Para várias URLs: extensões como Redirect Path ou crawlers (Screaming Frog) destacam códigos problemáticos.
Na Ontoom, a referência de códigos HTTP lista 1xx–5xx com busca e filtro por categoria — útil no dia a dia de debug.
Impacto dos códigos HTTP no SEO
200: páginas acessíveis entram no índice e podem ranquear. Padrão estável de 200 transmite confiabilidade.
301: preserva equity em mudanças permanentes de URL. Evite cadeias longas de redirect.
302: temporário — não transfira SEO como se fosse 301. Use em testes A/B, manutenção pontual ou campanhas sazonais.
404: páginas saem do índice, tráfego some e backlinks perdem valor. Corrija, restaure ou redirecione com 301 para conteúdo relevante. Uma página 404 customizada com busca e links ajuda o usuário.
410: remoção intencional e definitiva — mais explícito que 404 para desindexar.
500/503 prolongados: reduzem crawl e podem derrubar ranking. Monitore uptime e recursos de hosting.
301 vs 302 e 404 vs 410
301 = permanente + transferência de autoridade. Atualize links internos, evite cadeias e envie sitemap atualizado.
302 = temporário. Se a mudança virou definitiva, troque para 301 — caso contrário a autoridade fica “dividida”.
404 = “não está aqui agora”. 410 = “foi embora de propósito”. Use 410 quando quiser sinalizar remoção definitiva sem redirect; use 301 quando ainda houver valor de link/tráfego para preservar.
Perguntas frequentes
Quantos códigos HTTP existem? O registro IANA cobre 100–599; dezenas são padronizados e amplamente usados — o restante é não atribuído ou específico de plataforma.
Vale checar erros de status no site? Sim: melhora performance percebida, UX e rankings. Use Search Console, DevTools e crawlers.
Como corrigir 4xx e 5xx? 4xx: URL, permissões, autenticação. 5xx: logs, config, recursos e suporte do host.
Qual a diferença entre 301 e 302? 301 permanente com SEO; 302 temporário sem transferir equity completo.
Por que 404 machuca SEO? Desindexação, perda de tráfego e de link equity; usuários frustrados saem.
Conclusão
Códigos HTTP são o idioma entre cliente e servidor. Saber ler 2xx, 3xx, 4xx e 5xx acelera o debug e protege SEO.
Use a referência da Ontoom para consultar qualquer status rapidamente, e combine com Network do navegador ou curl -I quando for inspecionar URLs reais.
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